Localizado no alto do platô que divide a Cidade Baixa, onde está o cais do porto, da parte elevada (Cidade Alta), a Liberdade possui uma grande concentração populacional, em geral de baixa renda. Possui uma vida comunitária própria, podende ser considerada uma “cidade” própria dentro da metrópole de Salvador.
Em 2012, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística desmentiu o fama de o bairro ser o com o maior número de negros do Brasil: na verdade, tal posto cabe ao bairro de Pernambués, também na cidade de Salvador.
Atualmente, a Liberdade exerce um forte apelo turístico por conta das raízes históricas da cultura negra. Por conta da representatividade étnica e cultural, foi considerado pelo Ministério da Cultura território nacional da cultura afro-brasileira.
Destacam-se na Liberdade a Rua do Curuzu, o Pero Vaz, IAPI, a Feira do Japão e a Avenida Lima e Silva.
O Curuzu tem uma população de 23.108 habitantes, densamente concentrados na Rua do Curuzu, ruelas e baixadas adjacentes, forma uma vizinhança com funções e usos característicos. Tanto que muitos moradores consideram o Curuzu como um bairro-distrito da Liberdade. Há uma identidade própria, marcada principalmente pelo estreitamento das relações de amizade e pela história e presença do Ilê Aiyê, o primeiro bloco afro do Brasil. Espaço de movimentação incessante, o Curuzu tem um comércio “de vizinhança” bastante ativo, embora pouco diversificado, e com alto índice de informalidade (de acordo com senso apresentado pelo Sebrae em 2005, de 378 negócios ativos identificados no bairro, 226 são informais e 152 formais.
O IAPI (Instituto de Aposentados e Pensionistas da Industria) foi criado com a finalidade de abrigar uma parte dos funcionários e ex-funcionários da industria. O bairro tem, em seu ponto mais alto, o condomínio residencial, construído pelo IAPI. Este condomínio recebeu seus primeiros moradores no início dos anos 50. É considerado um dos bairros de classe-média que inicialmente foi dividido em duas partes Jardim Vera Cruz e Jardim Eldorado, ambos localizados próximo ao atual final de linha. O destaque vai para o Jardim Vera Cruz o onde moram a maior parte de famílias de classe alta do bairro, é lá que mora o Vovó do Ylê Ayê e a Família Rocha uma das mais tradicionais e ricas da região,lá se garante ao morador uma tranquilidade imensa e uma vizinhança muito agradável. Com o passar dos anos , estão sendo criados projetos para habitação do Iapi, se tornar um bairro de classe-alta de Salvador, o que ainda não saiu do papel. Contudo, com o crescimento populacional característico da cidade de Salvador, o bairro passou a ser circundado por diversas comunidades carentes, como a Nova Divinea, por exemplo.
A Feira do Japão é outro ponto bastante conhecido dentro e fora da Liberdade. Localizada em umas das transversais da Avenida Lima e Silva que corta o bairro, a Feira do Japão tem o seu começo marcado por uma placa azul com o seu nome. De acordo com registros da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, a Feira do Japão surgiu há cerca de cinquenta anos, numa região anteriormente conhecida como Largo do Japão, com a chegada de grupos de japoneses que instalavam no local seus comércios informais. Atualmente, os moradores encontram nela uma variedade de produtos, como frutas, verduras, frutos do mar, carnes e temperos, de boa qualidade e preço mais acessível do que o dos supermercados.
